terça-feira, 6 de maio de 2014

Embrapa disponibiliza maior base de dados de solos do Brasil

Embrapa disponibiliza maior base de dados de solos do Brasil 


Um conjunto de nove mil perfis de solos brasileiros está disponível na internet para acesso público e gratuito. Os perfis são as unidades básicas do estudo dos solos e o seu conhecimento é fundamental para o planejamento do uso sustentável e conservação dos solos brasileiros. Além disso, a informação obtida nesses perfis gera o avanço do conhecimento em solos tropicais.

Com apoio da tecnologia da informação, a Embrapa acaba de criar a maior base de dados de solos do País. O sistema de informação de solos brasileiros reúne em uma única plataforma todo o resultado de pesquisa sobre o tema que a Empresa produziu nos últimos 40 anos.

“É o maior banco de solos do Brasil, que permite conhecer melhor os solos brasileiros e sua distribuição no território. É possível até prospectar o estoque de carbono presente no solo. [O sistema] nos equipara a países como Austrália e Estados Unidos, que possuem bancos semelhantes.

Ele é importante também para manutenção da função do solo agrícola e não-agrícola na elaboração de políticas públicas”, explica a chefe-geral da Embrapa Solos, Lourdes Mendonça.

Esse conhecimento vai contribuir para a tomada de decisões relativas ao agronegócio, como zoneamento agrícola e estimativa da produtividade de culturas, além de representar uma importante fonte para o ensino e a pesquisa, beneficiando principalmente cientistas, professores e alunos de pós-graduação.

Informações de solos coletados e analisados de todas as regiões do Brasil compõem o sistema, que contempla perfis de solos, análises de fertilidade e mapas. Os mapas temáticos disponíveis servem de base para estudos agronômicos relativos a mapas de solo e de fertilidade, aptidão agrícola de culturas, zoneamentos climáticos e agroecológicos, entre outros. Dessa forma, outros projetos de pesquisa também serão favorecidos.

O sistema é constituído de três módulos de entrada de dados: pedologia, fertilidade e mapeamento. A base de pedologia congrega dados sobre os perfis de solos e é a parte primordial do sistema de informação. Cada perfil é formado por camadas ou horizontes, segmentados por suas características morfológicas, mineralógicas, micromorfológicas, físicas e químicas.

O componente sobre fertilidade visa a apoiar a tomada de decisões pelos agricultores. A fertilidade é a capacidade do solo em fornecer os nutrientes essenciais, em quantidade e proporção adequadas, para o crescimento da planta. A base de dados possui informações sobre fazendas, talhões, laboratórios e amostras, que contêm os parâmetros de fertilidade de solos analisados em laboratório.

Acesso público

Essa base de dados, desenvolvida com ferramentas de software livre, é atualizada diariamente, de forma automática, garantindo o funcionamento do sistema e a preservação das informações. Além disso, os especialistas distribuídos pelo País podem inserir os trabalhos no sistema, que serão agregados nessa base integrada e ficarão disponíveis ao público.

Para que as consultas a essa imensa quantidade de informações seja eficiente, o sistema permite filtrar os trabalhos por categorias e atributos. Qualquer pessoa tem acesso aos trabalhos científicos organizados por perfis, com a possibilidade de realizar variadas buscas de acordo com interesses específicos, como a localização, por exemplo.

O módulo de consulta conta com filtros de localização geográfica, identificação dos horizontes, descrição do ambiente e classificação. Isso facilita o acesso aos trabalhos, pois faz com que os resultados obtidos sejam mais adequados ao interesse do usuário.

Outro recurso importante é a recuperação automática dos trabalhos inseridos nas Bases de Dados da Pesquisa Agropecuária (BDPA).

Toda consulta é realizada em três etapas. É possível selecionar os atributos, os filtros – como região e classe de solo – e, dentre os resultados retornados, quais os trabalhos deseja-se acessar. Assim fica mais fácil obter um conjunto de respostas extremamente identificadas com as características de interesse de quem procura a informação.

“A integração vai tornar muito mais rápido o trabalho de pesquisa, com ganho enorme de tempo e de recurso”, afirma o pesquisador Stanley Oliveira, chefe de Administração da Embrapa Informática Agropecuária. Os dados armazenados seguem o formato do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS).
“Sem esse repositório, seria impossível consultar todas essas informações que estavam distribuídas em livros, teses, relatórios, boletins, artigos e planilhas, com diferentes formatos”, complementa. O avanço da tecnologia da informação ajuda a organizar o conhecimento, simplificando o tempo de recuperação dos dados e agilizando muito o trabalho de pesquisa”, diz Oliveira.

A Embrapa Informática Agropecuária conta com um parque tecnológico composto por computadores com alta capacidade de armazenamento e processamento que possibilitam o gerenciamento, a atualização e a evolução do sistema de forma permanente. As ferramentas de software também são aperfeiçoadas para atender às necessidades dos cientistas e da sociedade.

Para mais informações acesse http://www.sisolos.cnptia.embrapa.br/

Fonte: Embrapa Informática Agropecuária

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Sobre a Lei do Ar Limpo Americana ( Clean Air Act )

Clean Air Act

Enquanto o Congresso considera uma possível legislação sobre mudanças climáticas, a agência federal encarregada de proteger o meio ambiente nos EUA está tomando providências para implementar novas regulamentações para fábricas que emitem gases de efeito estufa.
As novas normas entraram em vigor em 2011 pela Lei do Ar Limpo dos EUA, lei federal aprovada pela primeira vez em 1970 para tratar da poluição do ar. A mesma lei foi usada recentemente para estabelecer normas para emissões de gases de efeito estufa provenientes de carros e pequenos caminhões, após decisão tomada em 2007 pela Suprema Corte de que a agência tem a autoridade para regulamentar essas emissões.

A Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos emitiu regulamentações finais em maio de 2010 que impõe limites de poluição em grandes instalações industriais. As fábricas visadas respondem por 70% das emissões de gases de efeito estufa das chamadas "fontes estacionárias".
A EPA apresentou as normas sobre fontes estacionárias um dia depois de dois senadores divulgarem proposta para reestruturar o mercado de energia do país e estabelecer um limite para as emissões de gases de efeito estufa. É incerto se os legisladores conseguirão aprovar a lei em um Congresso cada vez mais dividido politicamente, mas, segundo afirmação de um dos autores do projeto de lei do Senado (13/05/2010), os Estados Unidos não têm mais escolha.
"O governo Obama lembrou novamente Washington que se o Congresso não legislar, a EPA imporá as normas", declarou o senador democrata por Massachusetts John Kerry. Kerry esclareceu que as regulamentações da EPA não incluem a ajuda financeira que o projeto de lei do Senado oferecerá aos consumidores e às empresas, conclamando assim seus pares "a conseguir sua aprovação este ano".
Se o Congresso aprovar uma lei antes de as normas da EPA entrarem em vigor, ela poderá sobrepujar a regulamentação baixada pela EPA. Se a lei sair depois, os legisladores talvez tenham de trabalhar com a EPA para incorporar ou modificar as regulamentações existentes.
Os que se opõem às novas leis sobre mudanças climáticas dizem que residências e empresas dificilmente poderão arcar com os preços cada vez mais altos da energia e com novas despesas neste momento em que o país luta para se recuperar da recessão. Kerry e outros proponentes da ação federal sobre clima, por outro lado, dizem que a lei de âmbito nacional criará um novo mercado para a tecnologia limpa e levará à criação de empregos, além de benefícios ambientais.
"Não há como nos isentarmos de nossa responsabilidade em proteger o planeta para nossos filhos e netos", disse a administradora da EPA, Lisa Jackson, ao anunciar as novas regulamentações federais em 13 de maio. "Há muito tempo pusemos em ação nossa criatividade e começamos a construir a eficiente e próspera economia da energia limpa do futuro."
Segundo a nova regulamentação, a EPA exigirá que novas usinas elétricas, refinarias de petróleo, fábricas de cimento e outras instalações industriais que emitem pelo menos 100 mil toneladas de gases de efeito estufa obtenham uma licença antes que possam operar. As fábricas existentes que passarem por processo de expansão ou mudanças que aumentem suas emissões em 75 mil toneladas ou mais por ano também terão de obter uma licença.
Indústrias reguladas pela Lei do Ar Limpo deverão instalar tecnologia de última geração para limitar as emissões, se começarem novas operações ou reformarem fábricas existentes. O rigoroso processo de licenciamento garante que sejam mantidos os padrões de qualidade do ar.
A EPA estima que as normas afetarão inicialmente cerca de 1.450 fábricas novas ou já existentes no país todo e informou que começará a trabalhar segundo as novas normas com emissores menores no ano que vem.
A agência não tem estimativas, por ora, do quanto as novas normas sobre gases de efeito estufa para instalações estacionárias reduzirão as emissões de dióxido de carbono e dos outros gases de efeito estufa cobertos pela nova regulamentação.
Mais informações sobre a EPA e Clean Ar Act podem ser obtidas pelo endereço; 


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Parabéns ao Prefeito de Rio Acima e à Serra do Gandarela

Termo de revogação de declaração

A Prefeitura de Rio Acima cancelou nesta última semana a anuência que o prefeito anterior havia dado à Vale - o que liquidaria boa parte dos mananciais que servem às mais de 60 cachoeiras que tornam Rio Acima o principal atrativo ecoturístico a 50 km de BH e no meio do trajeto do Caminho do Sabarabussu/Estrada Real, entre a velha e a nova Capital de Minas Gerais.




quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Asteróide 2012 DA14



Asteróide 2012 DA14



Em fevereiro teremos a visita do asteróide “2012 DA14”. A rocha foi descoberta no final de fevereiro de 2012 por astrônomos do Observatório de La Sagra, na Espanha e de acordo com os últimos cálculos se aproximará da Terra no dia 15 de fevereiro de 2013, quando fará um rasante a apenas 27 mil quilômetros do nosso planeta.


Apesar de ser uma distância bem pequena - inferior a dos satélites geoestacionários - as chances de impacto contra a Terra são desprezíveis, estimada em zero na Escala Torino, que vai até 10. No entanto, a aproximação estimada para fevereiro de 2040 será de apenas 448 km de altitude.

Estima-se que 2012 DA14 tenha 57 metros de comprimento e uma massa de 120 mil toneladas. Se atingisse nossa atmosfera produziria um choque similar ao do impacto de Tunguska, ocorrido no início do século 20 acima da Sibéria. 

A agencia norte americana Nasa, Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço, disponibiliza imagens e simulações do objeto pelo endereço;

Mais informações sobre o objeto podem ser obtidas no projeto NASA de observação espacial.

Ram☼n


sexta-feira, 6 de julho de 2012

MY2 e a órbita Amor

MY2 e a órbita Amor





Asteróides


Os asteróides são corpos celestes orbitando em torno do sol. Em sua grande maioria, são compostos rochosos localizados entre marte e júpiter, na região conhecida como cinturão de asteróides.


Por LD (distancia lunar), convenciona-se a unidade de medida de distancia de aproximação dos corpos celestes em relação ao planeta terra, que equivale a, aproximadamente, 384.400  km.


O monitoramento de asteróides é feito pela NASA, (sigla em inglês de National Aeronautics and Space Administration), ou Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço, agência norte americana responsável por estudos e pesquisas no campo da exploração espacial.


O asteróide conhecido como 2012 MY2 teve sua máxima aproximação  no dia 29 de junho de 2012, passando a menos de 2 LD, mais precisamente a 1.3 LD, do planeta Terra. Sua orbita foi apelidada de Amor, por se assemelhar a letra V, similar ao formato de um coração.


O asteróide possui as seguintes características;



Tipo de orbita: Amor

Graus de inclinação: 0,7

Distancia periélio: 1.001 UA

Distancia afélio: 1, 496 UA

Excentricidade: 0, 200

Magnitude absoluta: 26,3


Descoberto em 19 de junho de 2012, pouco se sabe sobre este objeto. 


Esforços estão sendo feitos, pela grande maioria dos observatórios e radares astronômicos instalados pelo mundo, no sentido de saber mais sobre; composição, trajetória, magnitude, etc. 

Estes dados poderão fornecer informações sobre o grau de periculosidade em relação a riscos de colisão com a terra ou a lua, com outros corpos celestes e conseguintemente,  à prevenção de catástrofes em escalas gigantescas às quais poderiam colocar em risco a tecnologia espacial existente fora da atmosfera e a vida no planeta.

sábado, 23 de junho de 2012

O futuro que queremos






Vinte anos após a Eco92, o Rio de Janeiro voltou a receber governantes e sociedade civil de diversos países para discutir planos e ações para o futuro do planeta.

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorreu entre os dias 13 e 22 de junho, resultou na elaboração do documento "O futuro que queremos".  

O texto final da Rio+20 foi publicado no site oficial da conferência (leia o documento, traduzido para os idiomas oficiais da ONU:


Para baixar os documentos clique no idioma desejado.

Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental


Declaração final
Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e AmbientalEm defesa dos bens comuns, contra a mercantilização da vida
Movimentos sociais e populares, sindicatos, povos, organizações da sociedade civil e ambientalistas de todo o mundo presentes na Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, vivenciaram nos acampamentos, nas mobilizações massivas, nos debates, a construção das convergências e alternativas, conscientes de que somos sujeitos de uma outra relação entre humanos e humanas e entre a humanidade e a natureza, assumindo o desafio urgente de frear a nova fase de recomposição do capitalismo e de construir, através de nossas lutas, novos paradigmas de sociedade.
A Cúpula dos Povos é o momento simbólico de um novo ciclo na trajetória de lutas globais que produz novas convergências entre movimentos de mulheres, indígenas, negros, juventudes, agricultores/as familiares e camponeses, trabalhadore/as, povos e comunidades tradicionais, quilombolas, lutadores pelo direito a cidade, e religiões de todo o mundo. As assembléias, mobilizações e a grande Marcha dos Povos foram os momentos de expressão máxima destas convergências.
As instituições financeiras multilaterais, as coalizações a serviço do sistema financeiro, como o G8/G20, a captura corporativa da ONU e a maioria dos governos demonstraram irresponsabilidade com o futuro da humanidade e do planeta e promoveram os interesses das corporações na conferencia oficial. Em constraste a isso, a vitalidade e a força das mobilizações e dos debates na Cúpula dos Povos fortaleceram a nossa convicção de que só o povo organizado e mobilizado pode libertar o mundo do controle das corporações e do capital financeiro.
Há vinte anos o Fórum Global, também realizado no Aterro do Flamengo, denunciou os riscos que a humanidade e a natureza corriam com a privatização e o neoliberalismo. Hoje afirmamos que, além de confirmar nossa análise, ocorreram retrocessos significativos em relação aos direitos humanos já reconhecidos. A Rio+20 repete o falido roteiro de falsas soluções defendidas pelos mesmos atores que provocaram a crise global. À medida que essa crise se aprofunda, mais as corporações avançam contra os direitos dos povos, a democracia e a natureza, sequestrando os bens comuns da humanidade para salvar o sistema economico-financeiro.
As múltiplas vozes e forças que convergem em torno da Cúpula dos Povos denunciam a verdadeira causa estrutural da crise global: o sistema capitalista patriarcal, racista e homofobico.
As corporações transnacionais continuam cometendo seus crimes com a sistematica violação dos direitos dos povos e da natureza com total impunidade. Da mesma forma, avançam seus interesses através da militarização, da criminalização dos modos de vida dos povos e dos movimentos sociais promovendo a desterritorialização no campo e na cidade.
Da mesma forma denunciamos a divida ambiental histórica que afeta majoritariamente os povos oprimidos do mundo, e que deve ser assumida pelos países altamente industrializados, que ao fim e ao cabo, foram os que provocaram as múltiplas crises que vivemos hoje.
O capitalismo também leva à perda do controle social, democrático e comunitario sobre los recursos naturais e serviços estratégicos, que continuam sendo privatizados, convertendo direitos em mercadorias e limitando o acesso dos povos aos bens e serviços necessarios à sobrevivencia.
A dita “economia verde” é uma das expressões da atual fase financeira do capitalismo que também se utiliza de velhos e novos mecanismos, tais como o aprofundamento do endividamento publico-privado, o super-estímulo ao consumo, a apropriação e concentração das novas tecnologias, os mercados de carbono e biodiversidade, a grilagem e estrangeirização de terras e as parcerias público-privadas, entre outros.
As alternativas estão em nossos povos, nossa historia, nossos costumes, conhecimentos, práticas e sistemas produtivos, que devemos manter, revalorizar e ganhar escala como projeto contra-hegemonico e transformador.
A defesa dos espaços públicos nas cidades, com gestão democrática e participação popular, a economia cooperativa e solidaria, a soberania alimentar, um novo paradigma de produção, distribuição e consumo, a mudança da matriz energética,  são exemplos de alternativas reais frente ao atual sistema agro-urbano-industrial.
A defesa dos bens comuns passa pela garantia de uma série de direitos humanos e da natureza, pela solidariedade e respeito às cosmovisões e crenças dos diferentes povos, como, por exemplo, a defesa do “Bem Viver” como forma de existir em harmonia com a natureza, o que pressupõe uma transição justa a ser construída com os trabalhadores/as e povos.
Exigimos uma transição justa que supõe a ampliação do conceito de trabalho, o reconhecimento do trabalho das mulheres e um equilíbrio entre a produção e reprodução, para que esta não seja uma atribuição exclusiva das mulheres. Passa ainda pela liberdade de organização e o direito a contratação coletiva, assim como pelo estabelecimento de uma ampla rede de seguridade e proteção social, entendida como um direito humano, bem como de políticas públicas que garantam formas de trabalho decentes.
Afirmamos o feminismo como instrumento da construção da igualdade, a autonomia das mulheres sobre seus corpos e sexualidade e o direito a uma vida livre de violência. Da mesma forma reafirmamos a urgência da distribuição de riqueza e da renda, do combate ao racismo e ao etnocídio, da garantia do direito a terra e território, do direito à cidade, ao meio ambiente e à água, à educação, a cultura, a liberdade de expressão e democratização dos meios de comunicação.
O fortalecimento de diversas economias locais e dos direitos territoriais garantem a construção comunitária de economias mais vibrantes. Estas economias locais proporcionam meios de vida sustentáveis locais, a solidariedade comunitária, componentes vitais da resiliência dos ecossistemas. A diversidade da natureza e sua diversidade cultural associada é fundamento para um novo paradigma de sociedade.
Os povos querem determinar para que e para quem se destinam os bens comuns e energéticos, além de assumir o controle popular e democrático de sua produção. Um novo modelo enérgico está baseado em energias renováveis descentralizadas e que garanta energia para a população e não para as corporações.
A transformação social exige convergências de ações, articulações e agendas a partir das resistências e alternativas contra hegemônicas ao sistema capitalista que estão em curso em todos os cantos do planeta. Os processos sociais acumulados pelas organizações e movimentos sociais que convergiram na Cúpula dos Povos apontaram para os seguintes eixos de luta:
  • Contra a militarização dos Estados e territórios;
  • Contra a criminalização das organizações e movimentos sociais;
  • Contra a violência contra as mulheres;
  • Contra a violência as lesbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgeneros;
  • Contra as grandes corporações;
  • Contra a imposição do pagamento de dívidas econômicas injustas e por auditorias populares das mesmas;
  • Pela garantia do direito dos povos à terra e território urbano e rural;
  • Pela consulta e consentimento livre, prévio e informado, baseado nos princípios da boa fé e do efeito vinculante, conforme a Convenção 169 da OIT;
  • Pela soberania alimentar e alimentos sadios, contra agrotóxicos e transgênicos;
  • Pela garantia e conquista de direitos;
  • Pela solidariedade aos povos e países, principalmente os ameaçados por golpes militares ou institucionais, como está ocorrendo agora no Paraguai;
  • Pela soberania dos povos no controle dos bens comuns, contra as tentativas de mercantilização;
  • Pela mudança da matriz e modelo energético vigente;
  • Pela democratização dos meios de comunicação;
  • Pelo reconhecimento da dívida histórica social e ecológica;
  • Pela construção do DIA MUNDIAL DE GREVE GERAL.
Voltemos aos nossos territórios, regiões e países animados para construirmos as convergências necessárias para seguirmos em luta, resistindo e avançando contra os sistema capitalista e suas velhas e renovadas formas de reprodução.
Em pé continuamos em luta!
Rio de Janeiro, 15 a 22 de junho de 2012.
Cúpula dos Povos por Justiça Social e ambiental em defesa dos bens comuns, contra a mercantilização da vida.