sábado, 26 de julho de 2014

Publicações cientificas divulgam balanço de extinções de animais no planeta

Ilustração - Edição de Fevereiro - Junho de 1883
A Science é uma revista cientifica publicada pela Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS – sigla em inglês), Tendo ao lado a Nature, as duas publicações dividem o conceito de melhores e de maior prestígio nesta categoria.

Em edição especial sobre o tema, “extinção animal”, série de estudos apontam para o que os cientistas chamam de “a sexta extinção em  massa da história da Terra.

Desfaunação¹

De acordo com as pesquisas, nos últimos 500 anos, 322 espécies desapareceram. A maior parte das populações de invertebrados (Abelhas, besouros ou borboletas), monitorados pelos cientistas, sofreram um declínio de 45% desde os anos 1970. No mesmo período, os vertebrados tiveram uma queda populacional de 30%.

As evidências sugerem que a maior parte da perda dessa fauna é causada pela antropia (ação humana), o que pode ter conseqüências como aumento do número de casos de doenças, além do óbvio declínio da biodiversidade e produtividade da flora universal.

Além da transmissão de doenças, o número menor de animais também prejudica a polinização das plantas, a qualidade da água e o controle de pragas. 

Desaparecimento das Abelhas

A causa do sumiço é um mistério que intriga os pesquisadores, a começar pelo fato de os corpos dos insetos não serem encontrados nas colméias ou arredores. Os animais desaparecem sem deixar rastros, e os especialistas acreditam que o motivo seja uma espécie de curto-circuito no sistema de localização das abelhas, fazendo com que elas se percam. 

Estados Unidos

Em 2006, apicultores nos Estados Unidos começaram a notar que suas colônias de abelhas estavam desaparecendo. Cientistas investigaram e comprovaram o fenômeno, que foi batizado de colony collapse disorder (síndrome do colapso da colônia, CCD). Pelos dados de 2012 e 2013, 31% das abelhas americanas deixaram de existir. 

Brasil

No Brasil, apicultores de diversos Estados têm relatado perdas em suas colmeias. A Associação de Apicultores de Santa Catarina informou que um terço das colônias de abelhas do Estado desapareceu no mesmo período. Além de Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul estão entre os afetados aponta estudo da USP.

Europa

Segundo um levantamento do Coloss, rede de cientistas de mais de 60 países que estuda o sumiço das abelhas, algumas regiões perderam até 53% de suas colônias nos últimos anos.

Austrália

A Austrália é, atualmente, o único país do planeta que ainda não foi atingido pelo Varroa destructor, ácaro que se agarra às abelhas sugando sua hemolinfa (“sangue” dos insetos), transmitindo vírus e doenças aos animais.

Para manter o status de possuírem as abelhas mais saudáveis existentes, a Austrália vem tomando cuidados relativos à biossegurança, a exemplo, a fiscalização em aeroportos que contam com cães especialistas em farejar frutas na bagagem dos passageiros, norma que evita a contaminação dos insetos, mesmo entre os Estados Australianos.

Medidas Mitigadoras

Algumas medidas simples trariam grandes benefícios. "Os produtores poderiam aplicar os pesticidas na temporada certa, não durante as floradas, e com cuidado, apenas sobre o cultivo. Usá-los no fim do dia, quando as abelhas já estão em casa, também reduziria os danos". (Sattller, USP, 2014)

Publicações Científicas

Com o numero de leitores estimados superando a 1 milhão, as publicações podem ser acessadas pelos endereços;

Publicações Online (em inglês)

Science  -  Nature
______________________________________________________
¹Termo adotado pelos pesquisadores para caracterizar a onda de desaparecimento animal.



quinta-feira, 26 de junho de 2014

Imagens dos estádios da copa 2014

Galeria de imagens de estágios copa 2014

Google Maps permite visualizar os principais estádios da copa 2014.

O Google colocou no ar uma galeria especial do Maps para brindar torcedores de todo o mundo. Pela galeria é possível obter  imagens em 360 graus do interior das 12 arenas pelo país. 

O torcedor passeia à vontade pelo campo, nas arquibancadas e nos bancos de reservas nos 12 estádios, sede dos jogos da copa.


Visite a galeria de imagens pelo enderço: http://goo.gl/7BSxXw

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Geoportal do Exército Brasileiro

O Departamento de Engenharia e Construção (DEC) do Exército Brasileiro está com inscrições abertas, até o dia 13 de junho, para o seu concurso público que visa a contratação de 40 profissionais. Os contratados atuarão em Brasília (DF).

Edital
De acordo com o edital, as oportunidades são para os seguintes cargos: Analista de Geoprocessamento – Sênior e Pleno (19), Gestor de Projetos Sênior (1), Coordenação de Projeto de Banco de Dados Geoespaciais e Cadastro Imobiliário (1), Liderança de Projetos de Tecnologia da Informação Geográfica (1), Arquitetura de Sistemas de Informação Geográfica (1), Administração de Banco de Dados Geoespaciais (1), Manutenção da infraestrutura de Sistemas de Informação Geográfica (1), Implementação de Sistemas de Informação Geográfica (8), Análise de Requisitos (1), Teste de Sistemas de Informação Geográfica (4), Documentação de Sistemas de Informação Geográfica (2), Web Designer Pleno (1), Elaboração de Interfaces (1), Engenheiro Cartógrafo (2), Modelagem do Banco de Dados Geoespaciais e Produção Cartográfica (2), Engenheiro Agrimensor (2), Apoio de campo, levantamentos topográficos (2), Técnico de Geoprocessamento (7), Produção Cartográfica (7), Levantamentos e análises (3).

Inscrições
As inscrições deverão ser postadas no período de 30 de maio a 13 de junho de 2014. Para mais informações o edital está disponível aqui.

Apresentação do Geoportal do Exército Brasileiro
Geoportal do Exército Brasileiro é apresentado pelo Dr. Marcos Aurélio Pelegrina (Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná.) nos vídeos abaixo;

terça-feira, 6 de maio de 2014

Embrapa disponibiliza maior base de dados de solos do Brasil

Embrapa disponibiliza maior base de dados de solos do Brasil 


Um conjunto de nove mil perfis de solos brasileiros está disponível na internet para acesso público e gratuito. Os perfis são as unidades básicas do estudo dos solos e o seu conhecimento é fundamental para o planejamento do uso sustentável e conservação dos solos brasileiros. Além disso, a informação obtida nesses perfis gera o avanço do conhecimento em solos tropicais.

Com apoio da tecnologia da informação, a Embrapa acaba de criar a maior base de dados de solos do País. O sistema de informação de solos brasileiros reúne em uma única plataforma todo o resultado de pesquisa sobre o tema que a Empresa produziu nos últimos 40 anos.

“É o maior banco de solos do Brasil, que permite conhecer melhor os solos brasileiros e sua distribuição no território. É possível até prospectar o estoque de carbono presente no solo. [O sistema] nos equipara a países como Austrália e Estados Unidos, que possuem bancos semelhantes.

Ele é importante também para manutenção da função do solo agrícola e não-agrícola na elaboração de políticas públicas”, explica a chefe-geral da Embrapa Solos, Lourdes Mendonça.

Esse conhecimento vai contribuir para a tomada de decisões relativas ao agronegócio, como zoneamento agrícola e estimativa da produtividade de culturas, além de representar uma importante fonte para o ensino e a pesquisa, beneficiando principalmente cientistas, professores e alunos de pós-graduação.

Informações de solos coletados e analisados de todas as regiões do Brasil compõem o sistema, que contempla perfis de solos, análises de fertilidade e mapas. Os mapas temáticos disponíveis servem de base para estudos agronômicos relativos a mapas de solo e de fertilidade, aptidão agrícola de culturas, zoneamentos climáticos e agroecológicos, entre outros. Dessa forma, outros projetos de pesquisa também serão favorecidos.

O sistema é constituído de três módulos de entrada de dados: pedologia, fertilidade e mapeamento. A base de pedologia congrega dados sobre os perfis de solos e é a parte primordial do sistema de informação. Cada perfil é formado por camadas ou horizontes, segmentados por suas características morfológicas, mineralógicas, micromorfológicas, físicas e químicas.

O componente sobre fertilidade visa a apoiar a tomada de decisões pelos agricultores. A fertilidade é a capacidade do solo em fornecer os nutrientes essenciais, em quantidade e proporção adequadas, para o crescimento da planta. A base de dados possui informações sobre fazendas, talhões, laboratórios e amostras, que contêm os parâmetros de fertilidade de solos analisados em laboratório.

Acesso público

Essa base de dados, desenvolvida com ferramentas de software livre, é atualizada diariamente, de forma automática, garantindo o funcionamento do sistema e a preservação das informações. Além disso, os especialistas distribuídos pelo País podem inserir os trabalhos no sistema, que serão agregados nessa base integrada e ficarão disponíveis ao público.

Para que as consultas a essa imensa quantidade de informações seja eficiente, o sistema permite filtrar os trabalhos por categorias e atributos. Qualquer pessoa tem acesso aos trabalhos científicos organizados por perfis, com a possibilidade de realizar variadas buscas de acordo com interesses específicos, como a localização, por exemplo.

O módulo de consulta conta com filtros de localização geográfica, identificação dos horizontes, descrição do ambiente e classificação. Isso facilita o acesso aos trabalhos, pois faz com que os resultados obtidos sejam mais adequados ao interesse do usuário.

Outro recurso importante é a recuperação automática dos trabalhos inseridos nas Bases de Dados da Pesquisa Agropecuária (BDPA).

Toda consulta é realizada em três etapas. É possível selecionar os atributos, os filtros – como região e classe de solo – e, dentre os resultados retornados, quais os trabalhos deseja-se acessar. Assim fica mais fácil obter um conjunto de respostas extremamente identificadas com as características de interesse de quem procura a informação.

“A integração vai tornar muito mais rápido o trabalho de pesquisa, com ganho enorme de tempo e de recurso”, afirma o pesquisador Stanley Oliveira, chefe de Administração da Embrapa Informática Agropecuária. Os dados armazenados seguem o formato do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS).
“Sem esse repositório, seria impossível consultar todas essas informações que estavam distribuídas em livros, teses, relatórios, boletins, artigos e planilhas, com diferentes formatos”, complementa. O avanço da tecnologia da informação ajuda a organizar o conhecimento, simplificando o tempo de recuperação dos dados e agilizando muito o trabalho de pesquisa”, diz Oliveira.

A Embrapa Informática Agropecuária conta com um parque tecnológico composto por computadores com alta capacidade de armazenamento e processamento que possibilitam o gerenciamento, a atualização e a evolução do sistema de forma permanente. As ferramentas de software também são aperfeiçoadas para atender às necessidades dos cientistas e da sociedade.

Para mais informações acesse http://www.sisolos.cnptia.embrapa.br/

Fonte: Embrapa Informática Agropecuária

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Sobre a Lei do Ar Limpo Americana ( Clean Air Act )

Clean Air Act

Enquanto o Congresso considera uma possível legislação sobre mudanças climáticas, a agência federal encarregada de proteger o meio ambiente nos EUA está tomando providências para implementar novas regulamentações para fábricas que emitem gases de efeito estufa.
As novas normas entraram em vigor em 2011 pela Lei do Ar Limpo dos EUA, lei federal aprovada pela primeira vez em 1970 para tratar da poluição do ar. A mesma lei foi usada recentemente para estabelecer normas para emissões de gases de efeito estufa provenientes de carros e pequenos caminhões, após decisão tomada em 2007 pela Suprema Corte de que a agência tem a autoridade para regulamentar essas emissões.

A Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos emitiu regulamentações finais em maio de 2010 que impõe limites de poluição em grandes instalações industriais. As fábricas visadas respondem por 70% das emissões de gases de efeito estufa das chamadas "fontes estacionárias".
A EPA apresentou as normas sobre fontes estacionárias um dia depois de dois senadores divulgarem proposta para reestruturar o mercado de energia do país e estabelecer um limite para as emissões de gases de efeito estufa. É incerto se os legisladores conseguirão aprovar a lei em um Congresso cada vez mais dividido politicamente, mas, segundo afirmação de um dos autores do projeto de lei do Senado (13/05/2010), os Estados Unidos não têm mais escolha.
"O governo Obama lembrou novamente Washington que se o Congresso não legislar, a EPA imporá as normas", declarou o senador democrata por Massachusetts John Kerry. Kerry esclareceu que as regulamentações da EPA não incluem a ajuda financeira que o projeto de lei do Senado oferecerá aos consumidores e às empresas, conclamando assim seus pares "a conseguir sua aprovação este ano".
Se o Congresso aprovar uma lei antes de as normas da EPA entrarem em vigor, ela poderá sobrepujar a regulamentação baixada pela EPA. Se a lei sair depois, os legisladores talvez tenham de trabalhar com a EPA para incorporar ou modificar as regulamentações existentes.
Os que se opõem às novas leis sobre mudanças climáticas dizem que residências e empresas dificilmente poderão arcar com os preços cada vez mais altos da energia e com novas despesas neste momento em que o país luta para se recuperar da recessão. Kerry e outros proponentes da ação federal sobre clima, por outro lado, dizem que a lei de âmbito nacional criará um novo mercado para a tecnologia limpa e levará à criação de empregos, além de benefícios ambientais.
"Não há como nos isentarmos de nossa responsabilidade em proteger o planeta para nossos filhos e netos", disse a administradora da EPA, Lisa Jackson, ao anunciar as novas regulamentações federais em 13 de maio. "Há muito tempo pusemos em ação nossa criatividade e começamos a construir a eficiente e próspera economia da energia limpa do futuro."
Segundo a nova regulamentação, a EPA exigirá que novas usinas elétricas, refinarias de petróleo, fábricas de cimento e outras instalações industriais que emitem pelo menos 100 mil toneladas de gases de efeito estufa obtenham uma licença antes que possam operar. As fábricas existentes que passarem por processo de expansão ou mudanças que aumentem suas emissões em 75 mil toneladas ou mais por ano também terão de obter uma licença.
Indústrias reguladas pela Lei do Ar Limpo deverão instalar tecnologia de última geração para limitar as emissões, se começarem novas operações ou reformarem fábricas existentes. O rigoroso processo de licenciamento garante que sejam mantidos os padrões de qualidade do ar.
A EPA estima que as normas afetarão inicialmente cerca de 1.450 fábricas novas ou já existentes no país todo e informou que começará a trabalhar segundo as novas normas com emissores menores no ano que vem.
A agência não tem estimativas, por ora, do quanto as novas normas sobre gases de efeito estufa para instalações estacionárias reduzirão as emissões de dióxido de carbono e dos outros gases de efeito estufa cobertos pela nova regulamentação.
Mais informações sobre a EPA e Clean Ar Act podem ser obtidas pelo endereço; 


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Parabéns ao Prefeito de Rio Acima e à Serra do Gandarela

Termo de revogação de declaração

A Prefeitura de Rio Acima cancelou nesta última semana a anuência que o prefeito anterior havia dado à Vale - o que liquidaria boa parte dos mananciais que servem às mais de 60 cachoeiras que tornam Rio Acima o principal atrativo ecoturístico a 50 km de BH e no meio do trajeto do Caminho do Sabarabussu/Estrada Real, entre a velha e a nova Capital de Minas Gerais.




quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Asteróide 2012 DA14



Asteróide 2012 DA14



Em fevereiro teremos a visita do asteróide “2012 DA14”. A rocha foi descoberta no final de fevereiro de 2012 por astrônomos do Observatório de La Sagra, na Espanha e de acordo com os últimos cálculos se aproximará da Terra no dia 15 de fevereiro de 2013, quando fará um rasante a apenas 27 mil quilômetros do nosso planeta.


Apesar de ser uma distância bem pequena - inferior a dos satélites geoestacionários - as chances de impacto contra a Terra são desprezíveis, estimada em zero na Escala Torino, que vai até 10. No entanto, a aproximação estimada para fevereiro de 2040 será de apenas 448 km de altitude.

Estima-se que 2012 DA14 tenha 57 metros de comprimento e uma massa de 120 mil toneladas. Se atingisse nossa atmosfera produziria um choque similar ao do impacto de Tunguska, ocorrido no início do século 20 acima da Sibéria. 

A agencia norte americana Nasa, Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço, disponibiliza imagens e simulações do objeto pelo endereço;

Mais informações sobre o objeto podem ser obtidas no projeto NASA de observação espacial.

Ram☼n


sexta-feira, 6 de julho de 2012

MY2 e a órbita Amor

MY2 e a órbita Amor





Asteróides


Os asteróides são corpos celestes orbitando em torno do sol. Em sua grande maioria, são compostos rochosos localizados entre marte e júpiter, na região conhecida como cinturão de asteróides.


Por LD (distancia lunar), convenciona-se a unidade de medida de distancia de aproximação dos corpos celestes em relação ao planeta terra, que equivale a, aproximadamente, 384.400  km.


O monitoramento de asteróides é feito pela NASA, (sigla em inglês de National Aeronautics and Space Administration), ou Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço, agência norte americana responsável por estudos e pesquisas no campo da exploração espacial.


O asteróide conhecido como 2012 MY2 teve sua máxima aproximação  no dia 29 de junho de 2012, passando a menos de 2 LD, mais precisamente a 1.3 LD, do planeta Terra. Sua orbita foi apelidada de Amor, por se assemelhar a letra V, similar ao formato de um coração.


O asteróide possui as seguintes características;



Tipo de orbita: Amor

Graus de inclinação: 0,7

Distancia periélio: 1.001 UA

Distancia afélio: 1, 496 UA

Excentricidade: 0, 200

Magnitude absoluta: 26,3


Descoberto em 19 de junho de 2012, pouco se sabe sobre este objeto. 


Esforços estão sendo feitos, pela grande maioria dos observatórios e radares astronômicos instalados pelo mundo, no sentido de saber mais sobre; composição, trajetória, magnitude, etc. 

Estes dados poderão fornecer informações sobre o grau de periculosidade em relação a riscos de colisão com a terra ou a lua, com outros corpos celestes e conseguintemente,  à prevenção de catástrofes em escalas gigantescas às quais poderiam colocar em risco a tecnologia espacial existente fora da atmosfera e a vida no planeta.

sábado, 23 de junho de 2012

O futuro que queremos






Vinte anos após a Eco92, o Rio de Janeiro voltou a receber governantes e sociedade civil de diversos países para discutir planos e ações para o futuro do planeta.

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorreu entre os dias 13 e 22 de junho, resultou na elaboração do documento "O futuro que queremos".  

O texto final da Rio+20 foi publicado no site oficial da conferência (leia o documento, traduzido para os idiomas oficiais da ONU:


Para baixar os documentos clique no idioma desejado.

Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental


Declaração final
Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e AmbientalEm defesa dos bens comuns, contra a mercantilização da vida
Movimentos sociais e populares, sindicatos, povos, organizações da sociedade civil e ambientalistas de todo o mundo presentes na Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, vivenciaram nos acampamentos, nas mobilizações massivas, nos debates, a construção das convergências e alternativas, conscientes de que somos sujeitos de uma outra relação entre humanos e humanas e entre a humanidade e a natureza, assumindo o desafio urgente de frear a nova fase de recomposição do capitalismo e de construir, através de nossas lutas, novos paradigmas de sociedade.
A Cúpula dos Povos é o momento simbólico de um novo ciclo na trajetória de lutas globais que produz novas convergências entre movimentos de mulheres, indígenas, negros, juventudes, agricultores/as familiares e camponeses, trabalhadore/as, povos e comunidades tradicionais, quilombolas, lutadores pelo direito a cidade, e religiões de todo o mundo. As assembléias, mobilizações e a grande Marcha dos Povos foram os momentos de expressão máxima destas convergências.
As instituições financeiras multilaterais, as coalizações a serviço do sistema financeiro, como o G8/G20, a captura corporativa da ONU e a maioria dos governos demonstraram irresponsabilidade com o futuro da humanidade e do planeta e promoveram os interesses das corporações na conferencia oficial. Em constraste a isso, a vitalidade e a força das mobilizações e dos debates na Cúpula dos Povos fortaleceram a nossa convicção de que só o povo organizado e mobilizado pode libertar o mundo do controle das corporações e do capital financeiro.
Há vinte anos o Fórum Global, também realizado no Aterro do Flamengo, denunciou os riscos que a humanidade e a natureza corriam com a privatização e o neoliberalismo. Hoje afirmamos que, além de confirmar nossa análise, ocorreram retrocessos significativos em relação aos direitos humanos já reconhecidos. A Rio+20 repete o falido roteiro de falsas soluções defendidas pelos mesmos atores que provocaram a crise global. À medida que essa crise se aprofunda, mais as corporações avançam contra os direitos dos povos, a democracia e a natureza, sequestrando os bens comuns da humanidade para salvar o sistema economico-financeiro.
As múltiplas vozes e forças que convergem em torno da Cúpula dos Povos denunciam a verdadeira causa estrutural da crise global: o sistema capitalista patriarcal, racista e homofobico.
As corporações transnacionais continuam cometendo seus crimes com a sistematica violação dos direitos dos povos e da natureza com total impunidade. Da mesma forma, avançam seus interesses através da militarização, da criminalização dos modos de vida dos povos e dos movimentos sociais promovendo a desterritorialização no campo e na cidade.
Da mesma forma denunciamos a divida ambiental histórica que afeta majoritariamente os povos oprimidos do mundo, e que deve ser assumida pelos países altamente industrializados, que ao fim e ao cabo, foram os que provocaram as múltiplas crises que vivemos hoje.
O capitalismo também leva à perda do controle social, democrático e comunitario sobre los recursos naturais e serviços estratégicos, que continuam sendo privatizados, convertendo direitos em mercadorias e limitando o acesso dos povos aos bens e serviços necessarios à sobrevivencia.
A dita “economia verde” é uma das expressões da atual fase financeira do capitalismo que também se utiliza de velhos e novos mecanismos, tais como o aprofundamento do endividamento publico-privado, o super-estímulo ao consumo, a apropriação e concentração das novas tecnologias, os mercados de carbono e biodiversidade, a grilagem e estrangeirização de terras e as parcerias público-privadas, entre outros.
As alternativas estão em nossos povos, nossa historia, nossos costumes, conhecimentos, práticas e sistemas produtivos, que devemos manter, revalorizar e ganhar escala como projeto contra-hegemonico e transformador.
A defesa dos espaços públicos nas cidades, com gestão democrática e participação popular, a economia cooperativa e solidaria, a soberania alimentar, um novo paradigma de produção, distribuição e consumo, a mudança da matriz energética,  são exemplos de alternativas reais frente ao atual sistema agro-urbano-industrial.
A defesa dos bens comuns passa pela garantia de uma série de direitos humanos e da natureza, pela solidariedade e respeito às cosmovisões e crenças dos diferentes povos, como, por exemplo, a defesa do “Bem Viver” como forma de existir em harmonia com a natureza, o que pressupõe uma transição justa a ser construída com os trabalhadores/as e povos.
Exigimos uma transição justa que supõe a ampliação do conceito de trabalho, o reconhecimento do trabalho das mulheres e um equilíbrio entre a produção e reprodução, para que esta não seja uma atribuição exclusiva das mulheres. Passa ainda pela liberdade de organização e o direito a contratação coletiva, assim como pelo estabelecimento de uma ampla rede de seguridade e proteção social, entendida como um direito humano, bem como de políticas públicas que garantam formas de trabalho decentes.
Afirmamos o feminismo como instrumento da construção da igualdade, a autonomia das mulheres sobre seus corpos e sexualidade e o direito a uma vida livre de violência. Da mesma forma reafirmamos a urgência da distribuição de riqueza e da renda, do combate ao racismo e ao etnocídio, da garantia do direito a terra e território, do direito à cidade, ao meio ambiente e à água, à educação, a cultura, a liberdade de expressão e democratização dos meios de comunicação.
O fortalecimento de diversas economias locais e dos direitos territoriais garantem a construção comunitária de economias mais vibrantes. Estas economias locais proporcionam meios de vida sustentáveis locais, a solidariedade comunitária, componentes vitais da resiliência dos ecossistemas. A diversidade da natureza e sua diversidade cultural associada é fundamento para um novo paradigma de sociedade.
Os povos querem determinar para que e para quem se destinam os bens comuns e energéticos, além de assumir o controle popular e democrático de sua produção. Um novo modelo enérgico está baseado em energias renováveis descentralizadas e que garanta energia para a população e não para as corporações.
A transformação social exige convergências de ações, articulações e agendas a partir das resistências e alternativas contra hegemônicas ao sistema capitalista que estão em curso em todos os cantos do planeta. Os processos sociais acumulados pelas organizações e movimentos sociais que convergiram na Cúpula dos Povos apontaram para os seguintes eixos de luta:
  • Contra a militarização dos Estados e territórios;
  • Contra a criminalização das organizações e movimentos sociais;
  • Contra a violência contra as mulheres;
  • Contra a violência as lesbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgeneros;
  • Contra as grandes corporações;
  • Contra a imposição do pagamento de dívidas econômicas injustas e por auditorias populares das mesmas;
  • Pela garantia do direito dos povos à terra e território urbano e rural;
  • Pela consulta e consentimento livre, prévio e informado, baseado nos princípios da boa fé e do efeito vinculante, conforme a Convenção 169 da OIT;
  • Pela soberania alimentar e alimentos sadios, contra agrotóxicos e transgênicos;
  • Pela garantia e conquista de direitos;
  • Pela solidariedade aos povos e países, principalmente os ameaçados por golpes militares ou institucionais, como está ocorrendo agora no Paraguai;
  • Pela soberania dos povos no controle dos bens comuns, contra as tentativas de mercantilização;
  • Pela mudança da matriz e modelo energético vigente;
  • Pela democratização dos meios de comunicação;
  • Pelo reconhecimento da dívida histórica social e ecológica;
  • Pela construção do DIA MUNDIAL DE GREVE GERAL.
Voltemos aos nossos territórios, regiões e países animados para construirmos as convergências necessárias para seguirmos em luta, resistindo e avançando contra os sistema capitalista e suas velhas e renovadas formas de reprodução.
Em pé continuamos em luta!
Rio de Janeiro, 15 a 22 de junho de 2012.
Cúpula dos Povos por Justiça Social e ambiental em defesa dos bens comuns, contra a mercantilização da vida.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Sobre o Monitoramento do ar em Belo Horizonte


Sobre o Monitoramento do ar em Belo Horizonte
(Dados de 2010)

A FEAM - Fundação Estadual do Meio Ambiente, órgão governamental mineiro, é responsável pela execução de políticas de proteção, conservação e melhoria da qualidade ambiental no que concerne à poluição e qualidade do ar, da água e do solo no estado de Minas Gerais.

Em Belo horizonte, o monitoramento do ar é realizado por uma rede constituída de seis estações automáticas, onde estão instalados monitor de PM-10 (partículas inaláveis), analisadores de gases, sensores meteorológicos e sistema de aquisição e transmissão dos dados.

A transmissão dos dados obtidos é feita via rede telefônica, em tempo real, a uma central instalada na FEAM e os resultados são disponibilizados em boletim diário em seu site institucional, apresentando a situação das ultimas 24 horas.

Os equipamentos que compõem a rede são de origem francesa e foram adquiridos em atendimento a condicionante de licença ambiental ou medida compensatória de dano ambiental.

O monitoramento da qualidade do ar tem a finalidade de determinar o nível de concentração de um grupo de poluentes universalmente consagrados como indicadores, selecionados devido à sua maior freqüência de ocorrência na atmosfera e aos efeitos adversos que causam ao meio ambiente. São eles: material particulado (poeira), dióxido de enxofre (SO2), monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx), hidrocarbonetos (HC) e ozônio (O3).

Os padrões de qualidade do ar no Brasil foram fixados pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), por meio da Resolução Conama 03/90, sendo também adotados em Minas Gerais.

Principais poluentes
           
Material particulado

É um conjunto de partículas no estado sólido ou líquido com diâmetro aerodinâmico menor que 100 micra. Ficam suspensos no ar na forma de poeira, neblina, fumaça, aerossol etc. Para se determinar a concentração de material particulado no ar, foram escolhidos como parâmetros as Partículas Totais em Suspensão (PTS), com diâmetro menor que 100 micra.


Dióxido de Enxofre (SO2)
             
É um gás incolor com forte odor, semelhante ao gás produzido na queima de palito de fósforo.

Monóxido de Carbono (CO)
             
É um gás incolor, inodoro e insípido, produzido pela queima incompleta do carbono presente nos combustíveis. Os veículos automotores são as maiores fontes de emissão de CO.

Óxidos de Nitrogênio (NOx)
             
São formados nas reações do nitrogênio contido no ar com o oxigênio, originando principalmente o NO e o NO2. O NO2 é um gás marrom avermelhado com forte odor e muito irritante. Pode levar à formação de ácido nítrico, nitratos e compostos orgânicos tóxicos.

Hidrocarbonetos (HC)
              
São gases e vapores resultantes da queima incompleta e evaporação de combustíveis e outros produtos voláteis.

Ozônio (O³)
             
É um gás incolor, inodoro nas concentrações ambientais e o principal componente da névoa fotoquímica. É produzido foto-quimicamente pela radiação solar sobre os óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis.

Qualidade do ar

Pronar
             
O Programa Nacional de Qualidade do Ar (Pronar) foi criado pela Resolução nº 5 do Conama, em 1989 e determina a elaboração de um inventário e de um Programa Nacional de Inventários de Fontes Poluidoras do Ar, tanto de fontes móveis quanto fixas. 
            
Apesar do aumento vertiginoso da frota de veículos no Brasil (estimada em cerca de 36 milhões de veículos, incluindo automóveis, veículos comerciais leves, ônibus, caminhões e motocicletas), o nível de emissões de gases poluentes tem caído no País. Os dados são do 1º Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários, lançado em 25/3, na Agência Nacional de Petróleo, no Rio de Janeiro. 
            
Belo Horizonte tem hoje uma boa qualidade de ar, se comparado às demais capitais do país, conforme afirma Beverly Wen Yuh Liu, técnica da Divisão de Monitoramento e Geoprocessamento da FEAM (Fundação Estadual do Meio Ambiente). Segundo ela, a principal fonte de poluição do ar na capital são os veículos automotores. 
           
Em outro estudo realizado pelo Laboratório de Poluição da Universidade de São Paulo (USP), Belo Horizonte com cerca de 1,1 milhão de veículos, os níveis estão cerca de 60% acima do permitido pelos padrões da Organização Mundial de Saúde, que revelou os custos da poluição em seis regiões metropolitanas do país. 
       
A pesquisa mostrou que são gastos R$ 14 por segundo para tratar seqüelas respiratórias e cardiovasculares de vítimas da poluição. Se calculado o gasto no ano, o custo chega a cerca de R$ 460 milhões. Segundo o estudo, respiram o ar reprovado pelos padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS) as regiões de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Recife. Pela análise científica, mais de oito mil pessoas nestas cidades são internadas anualmente com problemas cardíacos. O motivo é o excesso de poluentes no organismo. 
            
Em outra pesquisa de Inspeção Veicular, coordenada pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), em parceria com a UFMG e a prefeitura, realizada entre junho de 2003 e novembro de 2008, dos 1,5 mil veículos inspecionados, 751 (49,3%) não passaram no teste. Uma irregularidade chamou a atenção dos técnicos da Feam; muitos caminhões tiveram o lacre da bomba de combustível violado.

      
A adulteração aumenta a potência dos veículos, mas o motor lança mais gases na atmosfera.

Os Índices de qualidade do Ar para a Região Metropolitana de Belo Horizonte apresentam necessidades de melhorias nas políticas e programas de controle de poluição veicular.
        
Outro fator característico e relevante da nossa capital é o relevo acidentado. Ele exige mais esforço nos aclives, sacrifica mais a nossa frota e exige manutenção mais cuidadosa e em prazos menores. 
            
O aumento da frota de veículos automotores incentivado pelas políticas de isenção de impostos, financiamentos a longo prazo, incidem diretamente no aumento da fonte poluidora.

As soluções apontadas são a melhoria da qualidade dos combustíveis, o aumento do biodiesel na composição do diesel, a melhoria tecnológica e a renovação das frotas, a implementação de um sistema de transportes integrados e menos focados no setor rodoviário (Metrô/Ônibus), a gestão eficiente do transporte público e investimentos na estrutura de circulação do trânsito.

Boletim sobre qualidade do ar em Belo Horizonte (FEAM)




Ram☼n

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A EXPLORAÇÃO DE MINÉRIOS NA AMÉRICA DO SUL

A EXPLORAÇÃO DE MINÉRIOS NA AMÉRICA DO SUL

Desde a descoberta do Brasil e a formação das Entradas, Bandeirantes organizavam expedições pelo interior do continente a procura de tesouros ou jazidas minerais que pudessem ser saqueadas ou exploradas. 

Organizadas por uma nação sem muitos conhecimentos da exploração mineral, a escravidão da população indígena foi uma das principais ações das Bandeiras.

Quando do descobrimento do Brasil, o mundo conhecido na época passava por revoluções de ordens políticas como a contra-reforma religiosa e a conseqüente perda de espaços ocorridos no norte da Europa, a serem compensadas com medidas de evangelização católica dos povos recém descobertos.

O sucesso das explorações espanholas nas regiões do México e Peru durante o século XVII, conquistando povos com alguma tradição na exploração e beneficiamento de metais preciosos, despertou também interesses dos Portugueses por uma exploração mais detalhada dos recursos minerais, existentes em abundancia na região continental recém descoberta.

Sobrepondo a descoberta e extração de diamantes no século XVII, o Ciclo Econômico do Ouro caracterizou-se por ações predatórias ao meio ambiente, por imprevidente desequilíbrio que causava desabastecimento e, conseqüentemente, ciclos de fome que castigavam os pioneiros da mineração.

 Por falta de conhecimento técnico, as autoridades da época se limitavam a cobrar impostos e a manter privilégios corporativos relacionados à coroa portuguesa.

Em 1875, pelo Decreto 6026 o Imperador D. Pedro II criava a Escola de Minas de Ouro Preto, numa tentativa de introduzir modernidades tecnológicas na mineração brasileira. 

Ram☼n

sábado, 9 de junho de 2012

COMENTÁRIOS SOBRE A MINERAÇÃO NO BRASIL


COMENTÁRIOS SOBRE A MINERAÇÃO NO BRASIL

Desde os primórdios da colonização, ainda ao tempo das Entradas e Bandeiras, agravando-se durante o chamado Ciclo do Ouro e prolongando-se por quase todo o século XX, a atividade mineradora no Brasil, pelas suas próprias características, acarretava um sem-número de ações predatórias e agressivas ao meio ambiente.

Em 1875, ao criar a Escola de Minas de Ouro Preto, o imperador D. Pedro II estabeleceu um verdadeiro marco na evolução do setor, imprimindo bases científicas a uma atividade essencial ao desenvolvimento do país.

Meio século depois, em 1934, durante o governo Getúlio Vargas, foi criado o Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM – e promulgado o Código de Minas do país. Através desse código, os bens minerais tornaram-se propriedade da nação, com sua exploração permitida à iniciativa privada. 

Conferência das Nações Unidas sobre o ambiente humano:

Durante a conferência das Nações Unidas sobre o ambiente humano, realizada na cidade de Estocolmo, em 1972, teve início, em escala mundial, o debate sobre a relação entre o meio ambiente e o desenvolvimento econômico. A partir daí, começa a ganhar vulto a necessidade de se criar um novo modelo de industrialização e aproveitamento dos recursos naturais; modelo que teria como base a equidade social, a prudência ecológica e a eficiência humana. Conceitos, mais tarde, unificados na expressão “desenvolvimento sustentável[1]”.

Por essa época, diversos países começaram a criar organismos institu-cionais voltados para a questão ambiental, promulgando leis e baixando nor-mas sobre o assunto. Tudo isso com o intuito de reduzir os níveis de poluição e de degradação ambiental, de modo a garantir um ambiente saudável para a preservação da vida humana.


A experiência brasileira:

No Brasil, em 1981, foi instituída a Política Nacional do Meio Ambiente, sendo criados o Sistema Nacional de Meio Ambiente e o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Como resultado, as unidades federativas passaram também a instituir suas políticas ambientais, criando órgãos ajustados aos ditames da legislação federal.

Em 1988, a nova constituição do país fortaleceu os princípios e as diretrizes da política ambiental, dedicando um capítulo à matéria e estabelecendo a obrigatoriedade de se dar publicidade aos impactos verificados. Propiciou, além disso, meios para a participação do poder público na defesa do meio ambiente.


Do licenciamento ambiental:

Instrumento da política nacional de meio ambiente, a concessão do licenciamento ambiental é uma exigência do poder publico instituída com a finalidade de se assegurar medidas preventivas e corretivas da poluição ou da degradação ambiental.
          
Durante o processo de licenciamento ambiental, a ser requerida ao CONAMA, poderão ser expedidas a licença prévia – a qual será concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento –, bem como a licença de instalação; essa última autorizando a instalação do projeto em sintonia com as especificações exigidas e com as medidas de controle ambiental aprovadas. Por último, será expedida a licença de operação, quando o empreendimento estiver pronto para dar início às suas atividades.

As empresas implantadas em período anterior à vigência dessas normas legais deverão requerer a chamada Licença de Operação Corretiva. É o caso da Vale, no município de Itabira, cujas atividades datam de 1942.



[1] O desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem suas próprias necessidades, significa possibilitar que as pessoas atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social, econômico e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais. (Relatório Brundtland, 1987)


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